Revolut investimento bilionário na América Latina: US$ 1 bi e foco no Brasil
Revolut destina US$ 1 bilhão à América Latina, com prioridade no Brasil, para expandir serviços bancários e de pagamentos nos próximos anos.
Investimento anunciado e metas regionais
A fintech britânica Revolut anunciou, em 5 de novembro de 2026, um aporte mínimo de US$ 1 bilhão para a América Latina, com a expectativa de que 25% dos novos clientes globais em 2027 venham da região, sendo o Brasil o principal mercado de expansão. Bloomberg Línea
Distribuição do capital nos cinco países prioritários
O montante será distribuído entre Brasil, México, Colômbia, Peru e Argentina, onde a empresa já opera ou está prestes a iniciar atividades. O investimento será realizado ao longo de vários anos, não se limitando ao exercício de 2027. Bloomberg Línea
Estratégia de entrada e critérios de seleção
Segundo Carlos Urrutia, gerente‑geral de expansão internacional, a escolha dos países baseou‑se em reguladores abertos, população jovem, alta adoção digital e sinergia com mercados já atendidos pela Revolut. Esses quatro critérios foram atendidos pela América Latina, justificando a alocação de recursos. Bloomberg Línea

Operações no Brasil e perspectiva de licença bancária
No Brasil, a operação foi lançada em 2023 com duas entidades – uma instituição financeira regulada (cerca de 120 funcionários) e uma empresa de tecnologia (aproximadamente 140 funcionários). A Revolut pretende obter licença bancária plena, mas ainda não definiu prazo, revisando a decisão a cada trimestre. Bloomberg Línea
Foco em pagamentos e crédito como complemento
A primeira equipe de pagamentos das Américas foi constituída no Brasil, desenvolvendo integrações para os EUA, México, Colômbia, Peru e Argentina. Embora o crédito seja demandado pelos clientes, a empresa o trata como ganho adicional, mantendo a relação empréstimos‑depósitos em torno de 3% a 4% no último balanço divulgado. Bloomberg Línea
Próximos passos e possíveis aquisições
A Revolut avaliaria oportunidades de fusões e aquisições caso elas reduzam o tempo de entrada no mercado, mas não há negociações ativas na América Latina, inclusive no Brasil. O próximo marco anunciado inclui a continuação da expansão em Chile, considerado um mercado de futuro interesse. Bloomberg Línea
Fontes
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