Bradesco, Itaú e Santander elevam juros do crédito imobiliário
Três dos principais bancos privados do país aumentaram as taxas de juros para o financiamento de imóveis, refletindo a alta dos custos de captação.
Ajuste nas taxas
Três grandes instituições financeiras do país elevaram os percentuais cobrados nas linhas de crédito voltadas para a compra de moradias. Juntos, Bradesco, Itaú Unibanco e Santander responderam por aproximadamente 55% do volume total de recursos direcionados à aquisição de bens imobiliários entre janeiro e setembro, conforme dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). g1
Mudanças por instituição
No Bradesco, a principal linha de financiamento passou de 11,99% para 15% ao ano acrescidos da Taxa Referencial (TR), enquanto o segmento Private subiu para 13,60% ao ano com a TR, em novas condições iniciadas nesta semana. O Itaú estabeleceu a taxa mínima em 12,95% ao ano a partir de quinta-feira (29), com variações que alcançam 14,85% ao ano para clientes sem relacionamento prévio. No Santander, as operações que partiam de 11,69% ao ano mais TR passaram a ser oferecidas a partir de 12,49% ao ano a partir desta sexta-feira (30). g1

Motivação do mercado
Em comunicados oficiais, as instituições financeiras justificaram o movimento citando a elevação nas taxas de juros futuros e a necessidade de adequação aos custos correntes de captação de recursos no mercado. Os títulos públicos brasileiros de cinco anos registraram forte variação, passando de 12,87% para 15,39% após o período eleitoral, o que representa um incremento superior a 2,5 pontos percentuais. g1
Posicionamento do setor
A Caixa Econômica Federal, instituição que detém a maior fatia nas contratações de crédito imobiliário, optou por não se manifestar sobre eventuais reajustes. O banco estatal informou que cumpre período de silêncio regulamentar prévio à divulgação de seu balanço financeiro e, por esse motivo, não comentou o cenário atual. g1
Fontes
Conteúdo informativo, escrito a partir das fontes acima. Não reflete opinião da Coeso Capital e não constitui recomendação de investimento, nem de compra ou venda de qualquer ativo.


